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História da Praia do Farol de São Tomé, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil.

Praia do Farol

Praia localizada há aproximadamente 45 km da cidade de Campos. O nome é devido ao farol de 47 metros de altura inaugurado em julho de 1882 cujo objetivo é sinalizar para as embarcações que trafegam na região. Sua importância se intensificou com o aumento do tráfego de embarcações de apoio às plataformas de petróleo na bacia de Campos.
O Farol de São Thomé reúne história, belezas naturais e diversão, sendo a praia mais badalada do norte do estado. Turismo e lazer atraem a atenção o ano todo. Com estrutura hoteleira diversificada e de qualidade - hotéis, pousadas e restaurantes e casas noturnas dão suporte ao turista durante o ano todo. Nesta praia está presente o TAMAR, projeto de proteção e alimentação de tartarugas marinhas.

- Atrativos:

- Barcos de Pesca

As primeiras embarcações eram chamadas de bateiras ou canoas, mas foram substituídas por outras maiores que são lançadas ao mar através de tratores e retiradas para a praia através dos mesmos.

- Monumento do Farol

O Cabo de São Thomé é local de dificuldades para as embarcações. O navegador Gonçalo Coelho quando aqui esteve em 1501, dia da festa litúrgica de São Thomé, encontrou um banco de pedras submersas que avançava 15 milhas marítimas. Então viu-se a necessidade de sinalizar para alertar sobre o perigo.
Em 28/07/1882, data escolhida especialmente para coincidir com o aniversário de 36 anos da Princesa Isabel, foi inaugurado o monumento de 47 metros, projetado pelo mesmo arquiteto da Torre Eiffel. Sua importância se dá pela segurança que presta aos navegantes amadores e profissionais, alertando-os sobre a existência de elevações rochosas e extensas. Pode ser visitado com agendamento na Marinha do Brasil, órgão que administra os faróis da costa brasileira.

- Os Quiosques

Surgiram na praia em 1991, inicialmente como projeto da prefeitura cuja idéia era a construção de banheiros à beira mar para utilização dos banhistas, mas a manutenção desses banheiros custaria caro para a prefeitura, então a idéia foi reformulada e optou-se pela construção de bares com banheiros, todos padronizados, pois assim o dono do bar ficaria responsável pela manutenção dos mesmos; a idéia foi tão bem recebida, que hoje já são 38 em apenas 3 km de orla.

- Casuarinas

Nossas casuarinas não são nativas, ao contrário do que muita gente pensa. Elas foram importadas da Polinésia e plantadas aqui há cerca de 40 anos.

- Náutico e Cruzeiro

O cruzeiro foi erguido no ano de 1965, sendo um marco de fé e confiança no progresso da praia de Campos, mesmo ano em que foi inaugurado o Clube Náutico do Farol, que na época tinha estacionamento, salão envidraçado, piso de mármore, parque interno ajardinado, bar, churrascaria, boate, cinema, palco, piscina,playground e ornamentado com peças históricas valiosas.

- Igreja Nossa Senhora das Rosas

Ela tem a lateral repleta de vitrais com versos do pai nosso.

- Vila do Sol

Esta parte da praia é conhecida como Vila do Sol e a sua característica maior são as ruas, todos com nomes de peixes típicos da região.

- Casa das Pedras

Quem passou por ela ou tem o costume de passar deve ter notado que ela vive fechada. Ás vezes se perguntam por que alguém abandonaria uma casa tão grande, bonita; uns dizem que há fantasmas, que o dono morreu aqui e nunca quis ir embora, mas a verdade é que ela já pertenceu a um baiano riquíssimo que de tanto bancar festas para os amigos, acabou falindo e tendo que passar a casa a diante, trocando-o por um barco e um carro de um português aposentado que morou nela por uns quatro anos, quando a vendeu para um pernambucano rico e solteiro que foi morar lá sozinho.
Depois de alguns anos morando na casa, resolveu reforma-la e começou pela garagem dos fundos. Quando retirava as telhas despencou lá de cima e ficou paralítico, ficou ainda alguns meses na casa sendo cuidado pela caseira, até que, há 5 anos uma sobrinha dele veio busca-lo e levou para o Rio de Janeiro; depois disso nunca mais mandou notícias, a caseira diz que só sabe que está vivo porque continua recebendo o salário mensalmente.

- Farolzinho

É um farol de proporções bem menores que as do outro farol. Foi construído em 1882 , e localiza-se no ponto onde fica o Cabo de São Thomé. Funciona com energia solar.

- Xexé

Não se sabe por que esta localidade tem esse nome, mas sabe-se que foram feitas aqui em 1920 as primeiras perfurações à procura de petróleo nessa região. Em 1922, o coronel Olavo Saldanha, que foi o último proprietário da fazenda Boa Vista mandou abrir valas para drenagem na fazenda e sentiu um forte cheiro de querosene na alma retirada. Levou uma amostra para ser examinada no Rio de Janeiro e o governo, então, mandou que sondassem a região de Campos para averiguar a existência de Petróleo.
Quando concluíam que realmente havia petróleo ali, depois de uma explosão subterrânea, suspenderam as operações e voltaram À capital.
Meses depois voltaram na fazenda e fecharam o poço com cimento e chumbo e não se falou mais no assunto.

- Rua asfaltada com casa de madeira.

Foi á primeira rua a ser asfaltada, pois é a entrada dela, aqui existe uma casa de madeira, que era o estilo que predominava. Cercada de gradil ou gaiolinha, telha e chão de cimento colorido.

- Rua de Baixo

É conhecida assim, mas na verdade é a Av. Boa Vista e tem esse nome por causa da fazenda que deu origem ao Farol de São Thomé.

- O Farol

É um instrumento de sinalização que indica a existência de algum perigo no mar e que também orienta os navegantes quanto à localização da terra.
Foi construído por uma firma francesa no ano de 1877, mas só inaugurado em 29 de julho de 1882, em comemoração ao aniversário da princesa Isabel. Tem 45 metros de altura e 216 degraus. É feito de um ferro especial que resiste a ferrugem, razão pela qual ainda se encontra em tão bom estado de conservação, do contrário a maresia já o teria destruído. A lanterna era cercada de vidraça de cristal e equipada com lente de cristal na espessura de 3 centímetros com lâmpada de 1000 watts e emitia 8 faixas de luz que giravam em forma de leque e alcançavam 25 milhas (mais ou menos 46 km).
Durante a segunda guerra mundial essa área serviu para aterrissagem de helicópteros para abastecimento, quando viajavam às costas da região.
No ano de 1967, houve um incêndio na lanterna, o farol foi então substituído por outro de categoria inferior e seu alcance ficou reduzido a 19 milhas (mais ou menos 35 km). Na época de sua inauguração,funcionava a querosene, atualmente funciona com energia comercial, mas possui 2 geradores para o caso de falta daquela e ainda funciona a querosene como originalmente,se preciso. Ele acende de acordo com horário do por do sol e faz a volta completa em 68 segundos.

- Igreja São Thomé

Em março de 1945, o padre beneditino D. Bonifácio Plum, celebrou a primeira missa oficial na capela de São Thomé.
A imagem do padroeiro da capelinha sustenta em suas mãos um livro aberto onde se lê: "Bendito os que não vêem e acreditam".
A antiga capela foi destruída e em seu lugar construiu-se esta igreja, com material da capela destruída construiu-se essa ao lado.

- São Thomé Praia Clube

É o clube mais antigo da praia.

- Aldeia do Sol

É um complexo dotado de toda infra-estrutura necessária para a realização de eventos esportivos e culturais na praia durante o verão.
Palco para shows, posto de saúde para preservação e informação de doenças, campo de futebol de areia, praça de alimentação e feira de artesanato.

- Camping

Tem capacidade para 120 barracas, possui energia elétrica,caixa d’água, banheiros, telefone público e é totalmente arborizado, além de ter localização privilegiada a beira mar.






- Rádio velho

Esta localidade é conhecida assim porque aqui existiu uma estação de rádio e telégrafo. Inaugurado em 1912, a estação de rádio tinha uma torre feita de aço que media 75 metros de altura e com o vento forte oscilava 45 cm.
Durante muitos anos foi a mais poderosa estação de rádio do Brasil, oferecendo além de serviço normal, farto noticiário e prestando grande ajuda aos navegantes, além disso, estabeleceu comunicação com vários países estrangeiros inclusive o Japão.
Durante a última guerra mundial, a estação telegráfica foi entregue a administração da marinha tendo em vista a posição estratégica do referido local, uma vez que se trata do ponto mais avançado do litoral leste do nosso território.
Em 1945 foi feita permuta da área da antiga estação rádio cabo de São Thomé pela atual área ocupada pela Marinha.

- Viegas

Foi nesta localidade que, em 1925, teve início o veraneio na praia do farol de São Thomé.

- Terminal Pesqueiro

Foi construído com objetivo de implementar a pesca no farol de São Thomé, mas suas obras foram paralisadas e ficaram pela metade. Antes de recomeçarem as obras devem ser realizados estudos mais profundos sobre os aspectos marítimo e ambiental, pois a falta de observação desses itens no início das obras acarretou o avanço do mar sobre a costa, destruindo parte da entrada algumas construções e hoje avança inclusive sobre o mangue.
Empresas especializadas deverão ser convocadas para analisar a obra e corrigir o curso do projeto.

- Lagamar

É uma laguna e tem esse nome porque tinha um cordão que a ligava ao mar, esse cordão foi interrompido pela construção da estrada.
É uma área de preservação ambiental e seu perímetro é de aproximadamente 8 km.
Suas águas são salobras, ou seja, uma mistura de água doce e salgada é límpida, mas não há dados sob sua qualidade. Nela há grande variedade de peixes e aves, além do camarão pitu.

- Parque do Manguezal da Carapeba

O Manguezal da Ilha da Carapeba está situado na zona estuarina formada pelo encontro do Canal da Carapeba e Canal do Viegas, sendo que estes corpos d’água unem-se em uma única calha para desaguar no Canal da Flechas, localizado na fronteira dos municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, entre a Praias a Boa Vista e Barra do Furado (SMMA, 2003).
A área do Manguezal da Carapeba é um dos últimos remanescentes deste ecossistema no município, sendo considerada como área de preservação natural, e segundo a proposta de macro-zoneamento do Plano Diretor do Município de Campos dos Goytacazes (2007), o manguezal da Ilha da Carapeba, faz parte de um futuro conjunto de unidades de conservação integradas, formada pelo Manguezal da Ilha da Carapeba, APA Municipal do Lagamar, e região do banhado da Boa Vista, compreendido entre o Lagamar e a Lagoa do Açú (nesta última há também um manguezal).
Segundo COUTINHO (2007) o momento atual pelo qual passa a região Norte Fluminense é alarmante, em especial a faixa litorânea compreendida pelos Municípios de São João Barra, Campos dos Goytacazes, e Quissamã, tendo em vista os vultuosos empreendimentos que ora se instalam nesta região. Em São João da Barra, encontra-se em processo de implementação a mega obra do Porto do Açú, que terá como uma da suas atividades principais, o escoamento da produção de minério de ferro. Em Campos, na Praia do Farol de São Thomé, será construídos um aeroporto, e Quissamã receberá em suas terras a instalação de um estaleiro e porto off-shore, localizado às margens do Canal da Flechas, e a uma pequena distância do Manguezal da Ilha da Carapeba.
Além disso há outros problemas associados ao ecossitema do manguezal da Carapeba, entre eles convém ressaltar as constantes interrupções no fluxo d’água, causadas pelo entupimento dos canais que defluem para Canal das Flechas e o conseqüente alagamento prolongado do manguezal, o que tem provocado o desfolhamento, e o aparecimento de raízes de stress (SMMA, 2003). Segundo os moradores locais, está ocorrendo uma redução progressiva do guaiamun (Cardisoma guanhumi), espécie considerada como a principal atividade econômica local. Os mesmos percebem que a redução da área de vegetação, bem como as mudanças no regime natural das águas, foram acompanhadas da redução na produção destes crustáceos. Há também uma preocupação dos moradores com as obras do porto (COUTINHO, 2007).

- Restinga do Xexé

A restinga do Xexé é uma área prioritária de proteção pelo PROBIO/MMA (Programa de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente) e representa o último remanescente de Mata de Restinga no litoral do município de Campos dos Goytacazes. Segundo IGESA (Kristosch, com. pess.) esse ecossistema é um dos mais ameaçados do Brasil, ocupa uma região de intensa especulação imobiliária, isto é, a região imediatamente costeira, sendo foco de uma série de ações conflitantes no que diz respeito ao seu uso.
Uma das principais importâncias ecológicas desse ecossistema é o de servir de refúgio para espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo, o sabiá da praia (Mimus gilvus) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus). Além disso, a Restinga do Xexé é área de desova da tartaruga marinha cabeçuda (Caretta caretta). A região possui ainda uma importância sócio-ambiental e econômica, uma vez que se encontra ali uma grande quantidade de indivíduos da espécie Schinus terebinthifolius (aroeira), espécie essa cujos frutos possuem valores altos no mercado externo e podem ser uma alternativa de desenvolvimento sustentável para a população local se for bem orientada seu extrativismo. Os frutos da aroeira ocorrem na época em que o camarão entra no defeso, sendo uma alternativa para o sustento das famílias de pescadores. Atualmente esse extrativismo vem ocorrendo de maneira ilegal e desordenada gerando impacto para a fauna e flora local e colocando em risco o próprio recurso para as famílias no futuro.
Também é notório o aumento da dinâmica econômica que região vem sofrendo nos últimos meses, após a confirmação da implantação do complexo industrial da Barra do Açu, São Francisco de Itabapoana e o porto de apoio logístico do Canal das Fechas, divisa dos Municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, ambos localizados a menos de 25 km da restinga do Xexé.
Considerando que a prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente indicou em seu Plano Plurianual a área em questão no Xexé como prioritária para criação de uma Unidade de Conservação; que no Plano Diretor Municipal, em fase de finalização, delimitou aquela área como zona de importância ecológica que deve ser preservada e que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em sua plenária de 02 de abril de 2007 (conforme publicação do diário oficial) ao Exmo. Sr. Prefeito de Campos dos Goytacazes Alexandre Mocaiber a desapropriação da área em questão no Xexé para criação de uma Unidade de Conservação, e considerando também que se encontra no Conselho Municipal de Meio Ambiente um processo para ser apreciado que trata do empreendimento para loteamento da área em questão, é emergencial o processo de criação de uma unidade de conservação. Caso a unidade não seja criada, o loteamento se estiver fora da APP, poderá ser licenciado pela FEEMA.

Esse belo trabalho detalhadamente escrito foi retirado do site Campos Turismo.